A radiofrequência facial ganhou popularidade por proporcionar firmeza e redução de flacidez sem agulhas e sem cirurgia. Mas além do apelo estético, existe uma base biológica sólida por trás do procedimento — e entendê-la ajuda a ter expectativas realistas sobre o que a tecnologia pode e não pode fazer.
O Princípio Físico: Calor Controlado na Derme
A radiofrequência utiliza correntes elétricas de alta frequência (tipicamente entre 0,3 e 10 MHz) que ao passar pelo tecido biológico geram calor por resistência elétrica — o mesmo princípio de um chuveiro elétrico, mas controlado com precisão milimétrica. A chave é a seletividade térmica: o calor é depositado preferencialmente na derme, sem queimar a epiderme.
A temperatura-alvo na derme é entre 40°C e 44°C — acima dessa faixa há desnaturação proteica controlada (o que ativa a resposta de remodelação); abaixo, o efeito biológico é insuficiente. A faixa segura para não causar queimaduras é rigorosamente controlada pela potência e velocidade de movimentação do transdutor.
O Mecanismo de Neocolagênese Térmica
Quando o colágeno existente na derme é aquecido a ~42°C, as pontes de hidrogênio que mantêm sua estrutura tripla helicoidal se rompem — o colágeno sofre "contração imediata". Esse é o efeito imediato que pacientes percebem logo após a sessão: uma leve turgência e firmeza.
O efeito a longo prazo é mais importante: o estresse térmico ativa fibroblastos e dispara a produção de TGF-β1, o mesmo fator de crescimento ativado pelo microagulhamento. Isso inicia uma cascata de síntese de novo colágeno tipo I e III que se estende por 3–6 meses após a sessão, com remodelação progressiva da matriz dérmica.
Estudos histológicos documentam aumento de espessura dérmica de 10–20% e reorganização das fibras de colágeno de um padrão desorganizado (fotoenvelhecimento) para um padrão mais regular, avaliados em biópsias 6 meses após o protocolo completo.
Monopolar, Bipolar e Multipolar: Qual a Diferença?
- Monopolar: corrente passa do transdutor ao eletrodo de retorno posicionado no corpo. Maior profundidade de penetração (até a SMAS — fáscia musculoaponeurótica superficial). Indicado para flacidez moderada a intensa.
- Bipolar: corrente circula entre dois eletrodos no mesmo transdutor. Penetração mais superficial (derme), maior precisão de temperatura. Indicado para textura, linhas finas e rejuvenescimento superficial.
- Multipolar/fracionada: múltiplos eletrodos em configurações variáveis, combinando penetrações diferentes em uma mesma passagem. Equipamentos mais modernos.
Resultados: O que Esperar e Quando
A radiofrequência tem um perfil de resultados progressivo:
- Imediatamente após a sessão: discreta turgência e melhora de luminosidade (efeito do calor e da estimulação local)
- 2–4 semanas: início do processo de neocolagênese — melhora de textura perceptível
- 3–6 meses: resultado máximo, com firmeza e redução de flacidez progressivas
O protocolo padrão é de 6–10 sessões semanais ou quinzenais, com manutenção mensal ou bimestral após o protocolo inicial. Resultados são melhores em flacidez leve a moderada — casos graves exigem abordagens cirúrgicas ou combinação com bioestimuladores.
Firme a pele sem procedimentos invasivos.
A Dra. Joicy Stering utiliza radiofrequência profissional com protocolo personalizado para firmeza e rejuvenescimento facial. Agende em Campo Grande, MS.
Agendar via WhatsApp