Flacidez facial é uma das preocupações estéticas mais frequentes a partir dos 35–40 anos — e uma das que mais gera frustração com promessas não cumpridas. A radiofrequência ocupa um lugar de destaque entre as opções não cirúrgicas, mas é preciso entender exatamente o que ela pode e não pode fazer.
Por que a Pele Fica Flácida
A flacidez facial tem múltiplas causas que se somam ao longo do tempo:
- Perda de colágeno: a produção diminui ~1% ao ano após os 25. Com menos colágeno, a derme fica mais fina e menos firme
- Degradação da elastina: a elastina é a proteína que permite que a pele "volte" após ser esticada. Com o fotoenvelhecimento e a idade, ela se degrada e perde função
- Perda de gordura facial: os compartimentos de gordura do rosto (malar, temporal, orbital) diminuem com a idade, reduzindo o "suporte" da pele
- Reabsorção óssea: os ossos da face perdem volume progressivamente, alterando o andaime que sustenta a pele
A radiofrequência atua nos dois primeiros — colágeno e elastina — mas não corrige perda de gordura ou volume ósseo. Isso define seu escopo real de atuação.
O que a Evidência Científica Diz
Uma meta-análise publicada no Journal of Cosmetic and Laser Therapy avaliou 15 estudos clínicos sobre radiofrequência para flacidez facial. As conclusões:
- Melhora clínica documentada em flacidez leve a moderada em 70–85% dos pacientes após protocolo completo (6–10 sessões)
- A resposta é mais pronunciada em pacientes mais jovens (35–50 anos) — a reserva fibroblástica maior resulta em neocolagênese mais robusta
- Acima de 55–60 anos com flacidez intensa, os resultados são mais limitados e o paciente deve ser informado sobre as limitações da tecnologia
- A durabilidade do resultado com manutenção regular (sessões mensais) é de 12–18 meses
Para Qual Grau de Flacidez Funciona?
- Flacidez grau I (leve): pele com leve perda de firmeza, sem ptose visível de tecidos moles. Excelente resposta à radiofrequência.
- Flacidez grau II (moderada): leve ptose de bochechas, início de jowl (ptose da mandíbula), linhas nasolabiais mais marcadas. Boa resposta, especialmente com combinação de tratamentos (RF + microagulhamento + bioestimuladores).
- Flacidez grau III (intensa): ptose evidente de tecidos moles, jowl estabelecido, pescoço com flacidez significativa. A radiofrequência pode melhorar, mas não reverter. Cirurgia ou bioestimuladores de alto potencial (Sculptra, Radiesse) são opções mais eficazes.
Combinando Tratamentos para Maximizar Resultados
A radiofrequência é mais eficaz quando combinada com outros procedimentos que atuam em frentes diferentes da flacidez:
- RF + Microagulhamento: o microagulhamento estimula colágeno por via mecânica, a RF por via térmica — efeitos sinérgicos documentados
- RF + Bioestimuladores de colágeno (Sculptra, Radiesse): os bioestimuladores atuam em perda de volume além da firmeza
- RF + Toxina botulínica: a toxina reduz a tração muscular que piora a flacidez; a RF melhora a qualidade do tecido
Avalie se a radiofrequência é o tratamento certo para sua flacidez.
A Dra. Joicy Stering classifica o grau de flacidez e indica o protocolo mais eficaz para o seu caso — seja RF isolada ou combinada. Campo Grande, MS.
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